Back to Blog
Consumer Behaviour
Food & Drink

A dieta do eu: tendência-chave para alimentos e bebidas em 2027

O consumidor parou de seguir padrões e começou a criar suas próprias regras. A WGSN revela como a busca por resultados concretos e rotinas flexíveis está transformando o setor de Alimentos e Bebidas. Da cafeína ajustável aos snacks híbridos, entenda as oportunidades práticas para inovar e conquistar relevância em um mercado cada vez mais individualizado.
Pexels

Sua marca ainda vende produtos? Pois saiba que  o consumidor de hoje busca soluções.

A indústria de alimentos e bebidas enfrenta uma ruptura clara: consumidores não querem mais dietas genéricas nem produtos “para todos”. Eles buscam soluções que se adaptem ao seu dia a dia e entreguem resultados concretos. Ignorar isso significa perder relevância em um mercado onde 35% dos consumidores globais já afirmam que personalização e especificidade  são suas maiores prioridades ao escolher produtos de bem-estar.

Como apresentado pela WGSN em 2024, a chamada “dieta do eu” representa essa virada. Os consumidores estão abandonando padrões rígidos e criando rotinas alimentares flexíveis, que mudam conforme a rotina, nível de energia, objetivos e momento de consumo. Isso exige uma nova lógica de inovação menos rígida e mais adaptável

Na prática, isso abre duas grandes oportunidades para alimentos e bebidas. Saiba mais abaixo:

Flexibilidade como novo padrão de consumo

Os produtos precisam acompanhar um consumidor que não segue regras fixas. Soluções como blends, que combinam diferentes fontes nutricionais, ou níveis ajustáveis (sejam de cafeína, açúcar ou proteína) permitem que o produto se encaixe em diferentes momentos do dia.

Na América Latina, já podemos observar alguns exemplos interessantes: no Brasil, algumas marcas vêm explorando cafés e bebidas prontas com diferentes níveis de cafeína, abrangendo do energético até bebidas voltadas para a desaceleração. No México, vemos o crescimento de snacks e bebidas com versões “reduzidas” ou “equilibradas”, permitindo escolhas mais flexíveis sem abrir mão do sabor.

Produtos híbridos, como bebidas lácteas com proteína vegetal ou snacks indulgentes com apelo saudável, refletem essa transição entre prazer e equilíbrio.

Funcionalidade orientada a objetivos do consumidores

Para os consumidores, os resultados são mais importantes que os ingredientes.. Alimentos e bebidas passam a ser escolhidos com base no que entregam: energia, foco, relaxamento, recuperação física ou controle de peso. 

No Brasil, cresce a oferta de bebidas funcionais com foco em energia limpa, imunidade e performance, incluindo kombuchas, energéticos naturais e bebidas proteicas. Em países como Chile e Colômbia, snacks com alto teor de proteína e baixo açúcar se posicionam diretamente para objetivos como saciedade e controle alimentar. Ingredientes como cafeína natural, adaptógenos e proteínas vêm sendo incorporados em categorias tradicionais para agregar benefícios.

Isso se conecta também à busca por novidades: 55% dos consumidores dos EUA afirmam que experiências gastronômicas devem apresentar ingredientes novos e exclusivos, mostrando que inovação e descoberta caminham juntas.

A “dieta do eu” não se trata apenas de personalização,  mas também adaptação contínua e entrega de valor real. Marcas que entendem a flexibilidade como padrão e a funcionalidade como proposta central deixam de vender apenas produtos e passam a oferecer soluções.

A WGSN apoia essa transição, conectando comportamento a estratégia de forma prática. Em um mercado onde o consumidor muda constantemente, crescer depende da capacidade da marca de mudar junto. Quer saber mais? Agende uma demonstração com nosso time.

Share:
Facebook
LinkedIn